2% ao Mês | Todos temos objetivos para conquistar!

Resultado fev/2015

Boa tarde, caros investidores da blogosfera. Pela primeira vez ultrapasso a meta de 2% ao mês, antes tarde do que nunca! Haaaa! O que aconteceu me faz pensar que a estratégia adotada foi boa, porém necessita de ajustes e dessa forma tenho que ver como por isso em prática.

Nesse mês não fiz nenhuma operação sequer e então fiquei só observando a valorização da carteira e o recebimento de dividendo da BBSE3. As estrelas foram ESTC3 e UGPA3, essa continuando a subir e aquela valorizando depois do baque de janeiro de 2015. Dessa forma, além desses 3 papéis, detenho ainda ALPA4, PSSA3 e PETR4 e todos me trouxeram ganhos esse mês.

Os números:

Crescimento pelo sistemas de cotas: 3,5%.
Crescimento no ano pelo sistemas de cotas: 2,42%.
Crescimento acumulado desde jan/14 pelo sistemas de cotas: 9,66%.
Aporte: R$ 0,05 mil.
Rendimento: RS 7,74 mil.
Patrimônio: RS 228,58 mil.


Pode se dizer que o ano começou bem, ganhado da renda fixa no acumulado do ano, janeiro e fevereiro! Aumentei minha exposição em RV no final do ano e espero que o IBOV continue a subir. Como é de conhecimento de todos, por enquanto estou otimista com 2015 apesar dos pesares. 

Segue situação patrimonial:


Resultado Jan/2015

Olá, blogosfera financeira brasileira! Esse mês foi mais um mês difícil para mim, a exemplo de dez/2014. Aí aí, acho até que o mercado conspira contra! Mesmo assim, continuo a seguir a minha estratégia de comprar na baixa, quando está tudo barato, ou relativamente barato! Aprendi que barato e caro são coisas difíceis de se determinar no mundo subjetivo e manipulado das ações, é só ver como errei feio em ESTC3 e ALPA4, mas na minha humilde visão IBOV na casa de 45mil tá barata, assim como na casa de 60mil eu escrevia que estava cara.

Vamos aos números...

Crescimento pelo sistema de cotas: -1,05%.
Aporte: R$ 8,78 mil.
Rendimento pelo sistema de cotas: R$ -2,34 mil.
Patrimônio: R$ 220,79 mil.
Crescimento acumulado desde jan/14 pelo sistema de cotas : 5,95%.

Consegui um bom aporte, pois vendi um uno mille velhinho que eu tinha, então joguei o dinheiro da venda em renda fixa. Mas, pelo resultado, já perdi parte do valor do carro, pois o prejuízo esse mês foi de R$ 2,34 mil devido à má performance das ações. Estou comprado em 6, PSSA3, ALPA4, ESTC3, PETR4, BBSE3, UGPA3, com exposição em RV de 27,5% e estou estudando a compra de MDIA3, ITUB4 e VALE para aumentar a exposição para 40% em RV, o máximo que posso por nesse gênero arriscado de investimento.

O triste de notar é que, pelo gráfico comparativo, meu crescimento começou a diminuir à medida em que fui aumentando a exposição em RV. E isso, de certa forma, me mostra que o resultados não estão saindo como esperado. 

Vou aguardar ansiosamente por um novo ciclo de alta na bolsa e ver meus papéis saírem do vermelho. Caso isso não ocorra esse ano, infelizmente, vou concluir que a estratégia seguida não vingou e que é melhor deixar a RV de lado, exposição máxima de 10%, de forma a evitar maiores estragos, afinal, para ganhar esse dinheiro nosso é necessário muito trabalho e não dá pra ficar perdendo assim nesse mercado viciado e manipulado junto a um governo atrapalhado!




Resultado Dez/2014

Isso aê, companheiros, e chega o final do ano! Primeiramente, desejo um feliz 2015 e que seja bem melhor que o ano que se foi.

Não foi um ano fácil, esse 2014. Minha empreitada na RV trouxe frutos negativos, ou seja, contribuiu para a diminuição do meu resultado enquanto que a RF, essa sim, só alegrias! Bom, mas o grande ganho foi o aprendizado que obtive depois de ter me adentrado no mundo blogosférico das finanças e que isso sim, a longo prazo, faça com que consigamos resultados melhores.

O resultado geral ficou:

Crescimento pelo sistema de cotas: 0,61%.
Aporte: R$ 5,72 mil.
Rendimento pelo sistema de cotas: R$ 1,3 mil.
Patrimônio: R$ 214,35 mil.
Crescimento no ano de 2014 pelo sistema de cotas : 7,07%.

No mês de dezembro, em um momento de baixa da bolsa, ali na casa dos 47.000 pontos, aumentei minha exposição em RV, de 15% para 30%, adquirindo bons papéis: ESTC3; UGPA3; BBSE3; PETR4. Este último comprei para fazer trade, pois se vê pelos gráficos que ele faz um sobe e desce violento e nesse momento de baixa, achei que seria um bom momento para entrar.

 Hoje, estou com mais ALPA4 e PSSA3 em carteira, fazendo um total de 6 empresas em carteira e não pretendo passar de 10, pois aí fica difícil para eu acompanhar. A maior decepção foi ALPA4, o primeiro papel que comprei com intuito de buy and hold, sofreu uma desvalorização de 45% no ano.

Na realidade, os trades foi que me salvaram de ter um resultado pior ainda, pois os trades realizados com PETR4 e ITUB4 me trouxeram bons lucros. Bom, mas é difícil fazer esse tipo de operação no meu caso, pois como trabalho não consigo acompanhar sempre.

Apesar do clima de pessimismo de 2015, eu estou otimista. Vejam a bolsa da Argentina, o quanto cresceu no ano! Tomara que o governo acerte na política econômica dessa vez, trazendo mais confiança aos investidores e, por consequência, maior valorização de nossos ativos. FELIZ 2015!!

Organizar finanças pessoais como finanças empresarias

Certa vez eu pensei "será que posso organizar minhas finanças da mesma forma como as empresas organizam suas finanças?". Achei que essa era uma brilhante ideia, tal como brilhante, pensei também que muitas pessoas poderiam já ter pensado nisso e então fiz uso do velho e conhecido google para encontrar algo sobre. 

Encontrei diversos blogues e sites, porém, um deles achei muito esclarecedor: um trabalho de conclusão de curso de contabilidade que tratava do assunto, o trabalho foi bem escrito, de forma didática de modo que muito pude aproveitar e fiz algumas modificações para aplicar à minha situação.

Bom, resumindo, o produto mais interessante que pude observar do trabalho foram os conhecidos: balanço patrimonial e; demonstração dos resultados. Estes são instrumentos da contabilidades da empresa, neste post retendo focar no balanço patrimonial que é a representação da situação patrimonial, financeira e econômica do patrimônio de uma entidade.

O balanço patrimonial registra o valor dos bens, direitos e obrigações, classificados conforme liquidez decrescente. A situação líquida da entidade é também registrada de forma que é o resultado da subtração entre direitos e obrigações em um determinado momento do tempo. A representação clássica é feita em forma de tabela com duas coluna, no lado esquerdo fica o ATIVO, no lado direito ficam o PASSIVO e O PATRIMÔNIO LÍQUIDO.


No âmbito das finanças pessoais o ATIVO seriam as aplicações de recurso feitas pela pessoa em bens de capital duráveis (imóveis, automóveis, jóias, eletrodomésticos etc) e investimentos ou aplicações financeiras (ações, títulos públicos, caderneta de poupança etc) e disponibilidades financeiras (dinheiro, valores em conta corrente, valores a receber).

O PASSIVO seriam as dívidas contraídas para composição do patrimônio, são provenientes de terceiros: empréstimos, financiamentos para pagamento de custos, financiamentos para aquisição de bens. A diferença dos bens e direitos menos das obrigações e dívidas mostra a situação líquida da pessoa, ou seja, quão rica ela é.

Às vezes, você observa uma pessoa ou outra que tem uma casa muito bonita, carro novo na garagem, jóias etc que conseguiu tudo aquilo através de financiamentos. Pode ser que o patrimônio líquido seja menor do que o que você imagina. Do outro lado às vezes você observar pessoas que moram em casa pequena, dirigem carros semi-novos, no entanto, sua riqueza pode ser maior que àquela que ostentava mais.

Abaixo, mostro a forma como eu organizo meu balanço patrimonial. Normalmente uma empresa faz um balanço ligeiramente diferente de outra, isso também ocorre em finanças pessoais, uma pessoa pode fazer uma organização do balanço diferente da outra, pois a realidade das pessoas são diferentes, embora a essência dos balanços sejam as mesmas.


Esse balanço acima é hipotético, mas para fins de explicação, posso dizer que eu aplico algumas particularidades ao meu balanço:

- Valores a receber: ponho o valor correspondente a seis meses de salário, pois como trabalho em uma empresa grande, acredito que uma demissão seria algo previsto com esse grau de antecedência, mas essa é uma premissa que depende de cada um.
- Gastos de Curto Prazo: para gastos fixos eu faço uma estimativa de seis meses de gastos totais (por enquanto sem discriminar entre fixos e variáveis); seis meses de gastos financeiros (são os juros do financiamento); aplico as regras dos seis meses, pois acredito que posso em seis meses vender o bens que comprei por via de financiamentos e eliminar os custos financeiros.
- É importante prever as depreciações ou até mesmo valorizações para os bens duráveis e sim, imóvel nem sempre valoriza, às vezes desvaloriza ou se mantém no mesmo valor, e isso deve ser levado em consideração e é fácil, basta ficar de olho no mercado local, nas vendas de imóveis semelhantes .

Bom dessa forma, você pode acompanhar a evolução do seu patrimônio líquido! Se você tiver muitos carros e eletrônicos, por exemplo, a depreciação é muito significativa e embora seus ganhos superem seus gastos, seu patrimônio pode estar reduzindo ao longo do tempo.

Em um outro post vou tentar abordar o assunto de demostração de resultados em finanças pessoais que é a forma como você pode representar em um determinado período de tempo, mensal, bimestral, trimestral etc os seus ganhos e gastos de forma a destacar o lucro ou prejuízo naquele determinado período. Eu faço com que isso esteja lincado ao balanço patrimonial. 

Até mais e boas finanças!

Resultado Nov/2014

Boa noite, blogueiros das finanças. Mais um mês complicado para mim, na renda fixa, tudo tranquilo, mas na renda variável dos meus dois ativos, ALPA4 e PSSA3, a primeira continua a me decepcionar, enquanto a segunda segue normal ainda sem trazer grandes ganhos.

Semana passada, com IBOV ali na casa dos 50mil pontos eu queria comprar BBSE3, ESTC3 e PETR4, mas não pude, estava em viagem fora do país e não tive como transferir nada para a corretora, daí quando cheguei, já estava tudo caro, fiquei chateado e não comprei nada ! PETR4 aparentemente tá ficando barata de novo, quem sabe, abaixo de R$ 12,00, eu faça um aporte nela - para quem esteve acima de R$ 20,00 alguns meses atrás!

O resultado geral ficou:

Crescimento pelo sistema de cotas: 0,39%.
Aporte: R$ 360.
Rendimento pelo sistema de cotas: R$ 800.
Patrimônio: R$ 207,26 mil.
Crescimento acumulado no ano pelo sistema de cotas : 6,38%.


Estou ganhando do IBOV, pelo menos, que fechou o mês com crescimento no ano de 6,13%, mas para o CDI estou perdendo feio! Abraço a todos e bons negócios!



Resultado Out/2014

Olá, blogueiros de plantão! Estou trabalhando em viagem, portanto não poderei apresentar de forma completa os resultados desse mês. Pelo menos por enquanto, pois está corrido!

Vou passar os dados gerais e depois no final da semana faço uma postagem completa.

  
Crescimento pelo sistema de cotas: 0,00%.
Aporte: R$ 4,901 mil.
Rendimento pelo sistema de cotas: R$ 0,01.
Patrimônio: R$ 206,819 mil.
Crescimento acumulado no ano pelo sistema de cotas : 5,97%.
Crescimento acumulado no ano pelo sistema de cotas : 5,97%.


Foi um mês difícil para minhas finanças. O que ganhei em RF foi quase exatamente igual ao que perdi com RV e então fiquei neutro. Minha preocupação está em ALPA4, pois é uma empresa boa que de repente despenca a cotação. Vou ficar de olho no balanço que deve sair esses dias.

Abraços!

Em 07/11 -> Conforme é de praxe, seguem tabelas e gráficos completos! Triste saber, mas no ano, em termos de rentabilidade, estou perdendo até para o IBOV. Se não fossem os aportes esse rendimento talvez compensasse somente a inflação e mal.



Tão importante quanto fazer render é economizar - compra de carro usado

Na blogosfera das finanças vejo que as pessoas estão muito preocupadas em fazer com que seus investimentos rendam mais, no entanto, eu acredito que economizar seja tão importante quanto obter bons rendimentos na busca pela IF. Uma prática minha é de sempre comprar carros usado, ditos semi-novos. Tenho certeza que nem todos concordem pois a compra do carro é uma questão muito pessoal.

Meu perfil de carro é o mesmo perfil de muitas pessoas, sendo um carro: pequeno, pois não tenho necessidade de ter um carro pessoal grande, com carroceria; com um visual moderno, não chamativo e de fácil negociação caso eu queira vender; completo, com ar, direção, travas, ar-condicionado e com motor de média potência, de 1.4 a 1.8; bom de mecânica, ou seja, que não vá me deixar na mão.

Baseado nesse perfil, minha estratégia não é de comprar um carro novo e sim, de comprar um semi-novo de 3 a 5 anos de uso que atenda às minhas necessidades. Um carro novo perde em média 15% (matéria sobre a depreciação) do seu valor no primeiro ano, a chamada depreciação e essa perda de valor se mantém até o final da vida do automóvel, quando vira sucata. Só que essa taxa de desvalorização diminui ao longo do tempo.

Por exemplo, carros que atendam ás minhas necessidades, não saem de loja novos por menos de R$ 40 MIL. Peguemos um de R$ 50 MIL, isso significa que eu perderia cerca de R$ 7,5 MIL com depreciação no primeiro ano, fora as ditas revisões que são muito caras. Ou seja, só com depreciação e revisões, eu gastaria R$ 8 MIL no ano, ou R$ 667 por mês.

Caso eu financie, fica ainda pior. Digamos que eu financie R$ 35 MIL dos R$ 50 MIL, significa que nos primeiros meses, cerca de R$ 500,00 serão só de juros. Dessa forma, juntando juros, com depreciação, com gastos de revisão, essa conta fica em R$ 1167,00 por mês, ou R$ 14 MIL no primeiro ano aproximadamente, depois diminui, pois o valor do carro fica menor, fazendo com que a depreciação fique menor. Caso financie, a parcela do juros da mensalidade do financiamento de um carro, também fica menor.

Bom, se você é do tipo que tem uma renda maior que R$ 50 MIL por ano, você pode muito bem arcar com esse luxo, mas para a maioria dos brasileiros, isso não é possível e às vezes o cidadão acaba se endividando muito, perdendo o controle. Tem gente que gosta de trocar de carro a cada 2 ou 3 anos, pois fica enjoado do anterior.

Um carro de R$ 50 MIL, após 4 ou 5 anos de uso, você consegue encontrar no mercado pela metade do preço original. Pode fazer um belo negócio, fazendo uma boa escolha e atentando para os fatores: procedência, através da análise da documentação do carro e do dono; situação da lataria; baixa quilometragem, abaixo de 70 mil km; boa condição mecânica, avaliando os registros de revisões.

Nesse caso, a depreciação seria menor, cerca de 10% ao ano, ou R$ 2,5 MIL no ano e o custo com manutenção não seria muito maior que os R$ 1 MIL reais no ano, caso você tenha um bom mecânico, não mais precisando fazer o serviço nas concessionárias, que cobram valores absurdos. Fica mais fácil comprar a vista também, pois o valor envolvido é menor. 

Concluindo, fazendo as escolhas certas - não financiar, comprar semi-novo - você pode deixar de gastar R$ 14 MIL no ano e passa a gastar R$ 3,5 MIL, redução de 75% nos gastos. Claro que não terá um carro com cheirinho de novo, mas terá um carro com o mesmo nível de conforto e você pode comprar a essência de "cheiro de carro novo" para enganar o seu olfato.

Exemplo:

Carro novo

Carro semi-novo

Nesse exemplo, o preço não ficou exatamente a metade, pois depende do estado e da sua negociação com o vendedor. Esse carro da fiat eu acho um ótimo carro, aliás, depois de eu melhorar minha condição financeira, vou até poder me aventurar em um carro novo, mas por enquanto não dá.

Não esquecer de cuidar bem do carro, isso ajuda na revenda, e não passar mais de 2 ou 3 anos com o carro semi-novo, pois se o carro ficar muito velho, acima de sete anos, fica mais difícil vender.

Minha regra, em busca da IF, é que meu carro não gaste com depreciação e revisões (manutenção) mais do que um terço dos meus rendimentos com investimentos. Claro que isso não é possível para todos, mas certamente será um dia caso façam as escolhas certas e isso me ajuda a não ostentar. Esse texto trata somente da questão das finanças, não trata em detalhes de cuidados que se deve tomar na compra de carro usado. Atéé!