2% ao Mês | Todos temos objetivos para conquistar!

Resultado Set/2014

Dessa vez o foguete parece que ficou sem combustível e caiu feito um meteoro! No mês de setembro o IBOV caiu 11,7%. Para falar a verdade, eu já estava esperando uma queda grande, pois quanto maior o tamanho, maior o tombo. O IBOV subiu sem fundamento, na minha opinião, com duas das maiores empresas do índice, Petrobras e Vale, apresentando resultados bem modestos nos balanços, ou seja, não justificando essa caminhada toda para o céu que havia ocorrido, principalmente na primeira. Um movimento puramente expeculativo, que pode ainda não ter acabado!

Apesar de eu estar pouco exposto em Renda Variável, mesmo assim, meus ganhos foram negativos no mês, -0,51%, e meus ganhos acumulados desde março/14, quando comecei a mexer com Renda Variável, ficaram modestamente positivos, 5,97%, digno de um rendimento de poupança e perdendo para o CDI. Durante a queda, aproveitei para me tornar sócio de PSSA3, pois uma empresa dessas que tem lucros crescentes está baratinha.

Sigo com dois ativos somente, por enquanto, ALPA4 e PSSA3. Os dois me trazendo prejuízo, mas estas eu comprei para segurar. Próximo mês acho que vou recuperar um pouco da perda de agora, pois fiz desde julho, vendas de opções a descoberto em PETR4 e ITUB4 e elas ficaram positivas já, após um período em que elas ficaram muito negativas, mas eu não desfiz a operação durante o período, pois acreditava em uma queda. Vou desfazer agora, pois elas vencem em outubro, pena que foi pouco dinheiro....rsrsrsr
Pouco exposto ainda em Renda Variável, aguardando as vacas ficarem magras para comprar por um bom preço, alimentar, e vender bem!

Resultado Ago/2014

A Bolsa de Valores de São Paulo continua subindo feito um foguete, 9,78% em agosto. Eu me alegraria mais se esse aumento estivesse associado a uma melhoria dos fundamentos da economia e das empresas, mas nada disso, é pura especulação! A grande responsável por todo esse movimento, PETR4, já dobrou de valor desde sua mínima em março de 2014, se isso estivesse associado ao aumento de lucros, lucro que reduziu em 20% no 2T14 em relação ao 2T13, mas não é nada disso, dizem que é por conta das eleições.

Nesse contexto nada racional, meus investimentos tiveram rendimento de 0,68%. Meu único ativo é ALPA4 que no mês subiu 3,1%, no entanto, o rendimento ficou comprometido pois tive que pagar umas DARFS de uns lucrinhos que tive mexendo com opções nos meses anteriores.

Estou perdendo tanto para o CDI, quanto para o IBOV e sigo pouco posicionado por achar que as ações estão caras no momento. Por esse motivo fiz operações de venda a descoberto com opções em alguns papéis, ITUB4 e PETR4. Isso está tirando meu sono..rsrsrs...pois elas vem subindo loucamente. Bom, operações desse tipo, eu só reflito no meu balanço depois de finalizar a operação e se a bolsa continuar subindo do modo como está, nos próximos meses poderei contabilizar prejuízos enormes.

Essa situação atual me fez refletir o quão pequena é minha capacidade de prever algum movimento da bolsa e que a estratégia de se sentir sócio e de alguma forma contribuir para a empresa, ela contribuindo para o sócio, sendo um Buy and Hold, talvez seja a melhor forma de agir. Pois, seja lá quem controla esse sobe e desce, ou só sobe..rsrsr, o faz muito bem e tem a capacidade de fazer perder aqueles que não são convidados da festa.

Resultado jul/2014

Olá, caros investidores da blogosfera! Esse mês de julho o IBOVESPA subiu feito um foguete, 5,01% de alta, e eu infelizmente não aproveitei o momento, tendo minha carteira obtido humildes 0,57% de rendimento, utilizando o sistema de cotas do AdP. No acumulado do ano fiquei atrás do CDI e do IBOV.

Em ações, fiquei com cerca de zero de rendimento isso porque só estou comprado em ALPA4 e, embora eu esteja ainda bastante otimista em relação ao papel, a cotação só caiu, de R$ 11,60 até R$ 10,62. Caiu tanto que eu, sendo desobediente á minha estratégia de não realizar aportes em ações nesse momento de IBOV em alta, comprei um pouco mais do papel por achar barato, R$ 10,85, aumentando a exposição em ações de cerca de 10% para 15%.

O que me salvou de ficar negativo em Renda Variável, foi uma operação rápida de venda a descoberto que fiz com opções do ITAU no início do mês - ainda brincando com isso - esse ganho equilibrou a perda que tive com ALPA4, ficando então zerado. O resto, para eu ter ficado ainda com esse ganhozinho de poupança no geral, foi fruto de renda fixa (LCI e LCA).


Sigo minha estratégia de não aportar muito em ações no momento, mantendo a baixa exposição. Estou com cerca de 15% dos meus investimentos em ações e não pretendo aumentar isso até que o IBOV corrija essa alta dos últimos meses, afinal, a economia do país não está lá essas coisas e a bolsa anda muito animada!

Análise técnica ou fundamentalista: qual delas funciona?

Tenho lido alguns blogues aí pela nossa internet e vejo que existe às vezes uma espécie de "apartheid" entre as pessoas que usam uma técnica ou a outra. Tenho visto casos em que parece torcida de futebol e um cidadão passa até a xingar o outro por conta de o mesmo ser adepto de um técnica, enquanto o outro é adepto da outra. Existe então uma grande rivalidade!

Por tudo que já li, por todos os livros que já foram publicados sobre ambos os assuntos, por todas as postagens em blogues sobre esses: será mesmo que uma delas é errada e a outra é a certa? Ou melhor, aquela que eu escolher é a certa e devo então desdenhar do outro lado? Porque não acreditar que ambas funcionam e que você deve utilizar isso ao seu favor.

Até onde entendo, a análise Fundamentalista proporcionará uma visão da firma, dos fundamentos da empresa, que quando incluído o fator tempo, de forma a acompanhar a evolução dos indicadores, também traduzirá como está a performance da firma. Não é 100% de chance de ganhar, afinal, a performance passada boa, não garante performance futura boa e pode ocorrer o azar de os fundamentos piorarem justo após a realização de sua compra.

De forma totalmente diferente, a análise Técnica proporcionará uma visão do caminho da cotação da ação de determinada firma, no curto, médio ou longo prazo, tentando através de candlestick e dos formatos criados por estes dar uma pista de qual será o próximo movimento, não quer dizer que vai acertar, é uma pista e tem uma certa probabilidade para acontecer. Não vai levar em conta os fundamentos da empresa por trás daquele papel.

Á estratégia atual que considero seguir é utilizar a análise fundamentalista para o longo prazo, ou seja, comprar ações de empresas com boa performance dos seus fundamentos e utilizar a análise técnica para o curto e médio prazo, operando ações que apresentem alta volatilidade e performance intermediária de seus fundamentos, empresas essas que não demonstram a confiança necessária para o ato de comprar e segurar, mas que podem gerar um ganho no prazo mais curto, devido sua alta volatilidade.

Outra questão é quanto alocar em cada "modalidade". Bom, essa pergunta eu ainda não repondi totalmente nem para mim: acho que para alguém que trabalha muito e não tem tempo para acompanhar o pregão, que é o meu caso, é bom alocar pouco para a modalidade técnica, talvez 20% do total em renda variável, os outros 80% na modalidade fundamentalista já que esse perfil de pessoa pode analisar os fundamentos de uma empresa no final de semana por exemplo e decidir que passo tomar. Para alguém que tem tempo de sobra e pode acompanhar os pregões, a exposição poderia até ser maior na modalidade técnica.

Agindo dessa forma, ao longo do tempo, é possível criar a experiência necessária às decisões e poderá até escolher uma para alocar tudo nela, caso mostre a si mesmo em um prazo longo e bem documentado/contabilizado que uma técnica ou outra faz você acertar mais, elevando sua rentabilidade.

Resultado Jun/2014


Aqui estou eu de novo, já mais estudado em relação ao mercado financeiro. Desde março/2014 operando e investindo em ações. Preparei um gráfico para mostrar a rentabilidade comparando com o CDI e o IBOV, também uma tabela para demostrar como os meus recursos estão alocados, no momento. Para ficar no padrão dos demais investidores de blog, estou utilizando o sistema de cotas, do blog Além da Poupança, explicado no link. Por enquanto a meta mensal está em 1,2%, pois ainda estou aprendendo e, por hora, os 2% são ainda não factíveis para mim.


No mês de junho/2014, obtive crescimento total de 1,21%, pelo sistemas de cotas, ou seja, não contabilizando o efeito do meu aporte que foi de R$ 3,76 mil. Para mim, foi um ótimo crescimento, pois atingi pela primeira vez minha meta inicial que é de 1,2% am. No acumulado do ano, bati o CDI e o IBOV, pura sorte de principiante!


Atribuo o bom resultado à três operações que fiz com ALPA4, KLBN4 e opções da ITUB4. Mês passado também fiz operações com ITUB4, fiz nesse mês, quase a mesma coisa que fiz mês passado, como interpretei que ela estava a um preço alto, eu fiz uma trava de baixa e me sai bem com essa escolha. 

Enfim, com ações consegui 6,4% de rendimento, pura sorte de principiante e elevou meus rendimentos totais à 1,21%, pois com o restante em renda fixa, LCI e LCA, consegui a mesma baixa rentabilidade de aprox. 0,7%! Minha exposição em ações é baixa, por enquanto, aproximadamente 10% do meu patrimônio e isso me ajuda no fator psicológico, pois em algumas operações eu cheguei a ficar negativo, mas como havia percentualmente pouco dinheiro envolvido, eu não me desesperei e aguardei até a onda virar, e virou.

Por enquanto, como acho que a bolsa está sobre-valorizada no curto prazo pois a economia do país está mal, vou manter minha baixa exposição. Estou somente com um papel em carteira, a ALPA4, mas estudo a possibilidade de trocar por KLBN4, ou simplesmente comprar esta, quem sabe, mas aí eu aumentaria minha exposição em ações o que por enquanto vai contra a minha estratégia.
Estou no momento com uma estratégia conservadora, quase tudo em renda fixa e 10,9% em renda variável e até agora somente com operações curtas em ações, pois não achei ainda um papel que eu tenha coragem de comprar e segurar, embora as ALPA4 e KLBN4 sejam as mais próximas de entrar nessa modalidade de investimento, estou estudando-as.

Eleições de 2014 e bolsa de valores

Entrei no mercado em março/2014. Entrei cauteloso, entrei devagar! Fiz algumas poucas operações, uma delas a compra de PETR4, por julgar que estava muito barata. Assim que comprei, começaram os boatos de CPI pra cá, CPI pra lá e então eu às vendi muito baseado pela mídia e eu interpretei tantas notícias negativas como algo prejudicial para a empresa, do ponto de vista de valor das ações.

Auferi um pequeno lucro dessa venda, após leve subida, e então as ações começaram a ter sua cotação aumentada ainda mais. Aprendi logo uma primeira regra sobre o mercado de ações: "1 - não se deixe levar pela mídia". Fiz uma análise que se mostrou ser correta, o valor da ação estava barata, PETR4 à R$ 13,00 era uma pechincha. Procurando saber o porquê desse aumento, através dos grandes sites de mercado, a explicação seria a corrida presidencial.

Logo abaixo, elaborei um gráfico onde coloco o crescimento do índice da bolsa de São Paulo, tomando como base o fundo de aproximadamente 45.000 pontos que se formou em março/14. Há também o crescimento do histórico das intenções de voto dos candidatos: Dilma (PT) e; Aécio (PSDB). Há ainda um quarto parâmetro, que é o crescimento de Aécio (PSDB) subtraído do crescimento de Dilma (PT). A fonte dos dados sobre intenção de votos foi o datafolha.


A primeira pesquisa data de 20/02. Até agora, 20/06, o IBOV cresceu cerca de 22% desde o seu fundo, de 45.000 pontos, Dilma perdeu 10 pontos nas intenções de voto, estando com 34 pontos, tendo caído quase 25% desde seu topo de 44 pontos, enquanto Aécio ganhou 3 pontos, estando com 19 pontos, tendo aumentado quase 20% desde o início com 16 pontos. Fazendo uma conta aproximada, "parece" que a cada um ponto que Dilma cai, ou a cada um ponto que Aécio sobe, o IBOV cresce 1,5%.

Para Aécio ultrapassar Dilma, mantendo o resto constante, seria necessário que Aécio avance cerca de 8 pontos, enquanto que Dilma precisa diminuir cerca de 8 pontos. Um movimento desses de 16 pontos, pelas contas anteriores, traria uma aumento no IBOV de 16x1,5%, que são 24%, o que levaria o IBOV para cerca de 68.000 pontos. E Aécio ganhando, como fica, aumenta ainda mais? Será isso mesmo? Só expectativas otimistas, sem um real de lucro a mais no balanço das empresas?

Acho que, dentre vários fatores, o fator "expectativa dos investidores" é um fator que gera forte oscilação no preço das ações e o mercado sempre consegue uma fonte de expectativas, sejam otimistas ou pessimistas, para gerar ou, como às vezes, simplesmente culpar, como um bode expiatório, o movimento no mercado que deve trazer lucros à alguns, prejuízos à outros.

Do ponto de vista operacional, as empresas no país continuam lidando com um péssimo ambiente de negócios, dificuldades burocráticas, inflação alta, juros altos, baixa qualificação e produtividade dos trabalhadores - "teremos vários estádios de primeira qualidade!". O próximo governo, seja qual for, terá grandes desafios, pois o aumento do combustível e das tarifas de energia trará um impacto considerável na economia, pois todos dependem desses recursos e, será um alívio para as petrolíferas e para as concessionárias de anergia, mas para o resto será mais aumento de custo.

De qualquer forma, olhando pelo lado das empresas, os lucros das empresas em bolsa no 1T2014, foi maior em 6,5% em relação ao mesmo período de 2013, impulsionado pelo setor bancário (link). Então, em janeiro, apesar da queda do IBOV naquele período, as empresas começaram o ano com o pé direito. A alta recente no IBOV é um misto de expectativas otimistas e bons resultados que serão afetados pelos resultados das empresas do 2T2014 e das eleições presidenciais, é claro.

Você já deve ter ouvida falar em opções sobre ações.

Encaro opções como uma ação, no entanto, com prazo para vencer e variação percentual potencializada em relação à ação. Por exemplo, se a cotação da ação variar em um dia -2%, uma de suas opções correspondentes pode variar -30% para opção do tipo call, ou +30% para uma opção do tipo put. Vale ressaltar que as opções do tipo call são mais negociadas na bolsa brasileira do que as opções do tipo put. Daí percebe-se o risco que operações com opções podem representar ao seu patrimônio, percebe-se também o grande potencial, em termos de rentabilidade, que operações com opções tem, tudo depende da opção que se toma e essa escolha não é fácil.

Sendo mais formal e explicando o que realmente são opções sobre ações, de forma geral, existem dois tipos: call e puts. Na opção do tipo call ou de compra, você paga pelo direito de comprar um determinada ação por um preço pré-determinado ou de exercício (strike) em uma data futura pré-determinada (data de exercício). Por exemplo: a opção ITUBF36 confere ao comprador o direito de comprar a ação ITUB4 ao valor de R$ 35,04 em 16/06/2014 que é a data do vencimento da opção. No dia 29/05, a opção ITUBF36 fechou o dia cotada ao valor de R$ 1,26, dessa forma, caso tenha comprado por este valor, será vantajoso exercer o direito de comprar ITUB4 se a ação na data de vencimento estiver sendo cotada acima de 36,3 (1,26+35,04), pois você terá gasto 36,3 e terá em mãos uma ação que valerá mais do que isso no mercado. Caso a ação esteja sendo cotada abaixo de 35,04, você perderá o valor pago, 1,26, ou seja, perderá 100% do valor investido, pois não será vantajoso exercer o direito de compra da ação, sua opção virará "pó". Entre 35,04 e 36,3 é também vantajoso exercer o direito de compra, pois você diminuirá o prejuízo, perderá dinheiro, mas não 100% dele. Veja bem, teria coragem de utilizar 100% dos seus recursos na compra da ITUBF36? Olha o risco que se corre nessas operações, você pode perder tudo!

Não é obrigado aguardar até a data de exercício para finalizar a operação com a opção, você pode finalizar através da venda da opção a qualquer momento até a data do vencimento. No dia 30/05, no fechamento do dia, a opção ITUBF36 estava sendo cotada a 0,75. Observe que de um dia para o outro, a opção se desvalorizou de 1,26 para 0,75, variação de -40,5%, enquanto que a ação ITUB4 variou -2,8%. É possível perder 40,5% de todo o recurso disponível para investimento em um dia! Mas nem tudo são espinhos, quando a ação varia positivamente, a opção varia potencializada, podendo trazer ganhos de 50% ou 100% em um único dia.

Pode-se, para o fechamento do dia 30/05, construir um gráfico acerca do ganho ou perda que se pode ter através de operações com opções. ITUBF36, a qual tem valor de exercício 35,04, estava cotada a 0,75, enquanto que a ação ITUB4 estava cotada à 35,80. No gráfico abaixo, o eixo horizontal representa as possíveis cotações da ação ITUB4 na data de vencimento (16/06/2014) da opção ITUBF36. O eixo vertical, representa a variação percentual da opção.

No gráfico acima, podemos ver que comprando ITUBF36 no dia 30/05 ao valor de 0,75, o percentual de ganho ou perda vai depender do valor de ITUB4 no dia do vencimento da opção (16/06/2014), ou seja, ITUB4: abaixo de 35,04, perda de 100%; entre 35,04 e 35,79 (35,04+0,75), você perderá algo, mas não os 100%; acima de 35,79, é só alegria, você vai ganhar mais quanto mais a ação aumentar. Por exemplo, como mostrado pela estrelinha verde do gráfico acima, caso ITUB4, varie de 34,8 para 38, variação de 9,2%, a opção variará 295%, um baita ganho!

Daí fica bem claro que se deve comprar opção do tipo call quando se há a expectativa de valorização no curto prazo da ação, no entanto, caso essa expectativa não se concretize, a perda pode ser violenta. Desa forma, a sugestão é sempre utilizar uma pequena porção do seu capital para uma operação como essa.

Enfim, esse é só um tipo de opção, existe outro. Além disso, existem diversas outras operações que podem ser realizadas com opções, inclusive, operações nas quais é possível ganhar com a desvalorização da ação. Bom, mas esses são tópicos para outras postagens.