2% ao Mês | Todos temos objetivos para conquistar!

Resultado Out/2014

Olá, blogueiros de plantão! Estou trabalhando em viagem, portanto não poderei apresentar de forma completa os resultados desse mês. Pelo menos por enquanto, pois está corrido!

Vou passar os dados gerais e depois no final da semana faço uma postagem completa.

  
Crescimento pelo sistema de cotas: 0,00%.
Aporte: R$ 4,901 mil.
Rendimento pelo sistema de cotas: R$ 0,01.
Patrimônio: R$ 206,819 mil.
Crescimento acumulado no ano pelo sistema de cotas : 5,97%.
Crescimento acumulado no ano pelo sistema de cotas : 5,97%.


Foi um mês difícil para minhas finanças. O que ganhei em RF foi quase exatamente igual ao que perdi com RV e então fiquei neutro. Minha preocupação está em ALPA4, pois é uma empresa boa que de repente despenca a cotação. Vou ficar de olho no balanço que deve sair esses dias.

Abraços!

Em 07/11 -> Conforme é de praxe, seguem tabelas e gráficos completos! Triste saber, mas no ano, em termos de rentabilidade, estou perdendo até para o IBOV. Se não fossem os aportes esse rendimento talvez compensasse somente a inflação e mal.



Tão importante quanto fazer render é economizar - compra de carro usado

Na blogosfera das finanças vejo que as pessoas estão muito preocupadas em fazer com que seus investimentos rendam mais, no entanto, eu acredito que economizar seja tão importante quanto obter bons rendimentos na busca pela IF. Uma prática minha é de sempre comprar carros usado, ditos semi-novos. Tenho certeza que nem todos concordem pois a compra do carro é uma questão muito pessoal.

Meu perfil de carro é o mesmo perfil de muitas pessoas, sendo um carro: pequeno, pois não tenho necessidade de ter um carro pessoal grande, com carroceria; com um visual moderno, não chamativo e de fácil negociação caso eu queira vender; completo, com ar, direção, travas, ar-condicionado e com motor de média potência, de 1.4 a 1.8; bom de mecânica, ou seja, que não vá me deixar na mão.

Baseado nesse perfil, minha estratégia não é de comprar um carro novo e sim, de comprar um semi-novo de 3 a 5 anos de uso que atenda às minhas necessidades. Um carro novo perde em média 15% (matéria sobre a depreciação) do seu valor no primeiro ano, a chamada depreciação e essa perda de valor se mantém até o final da vida do automóvel, quando vira sucata. Só que essa taxa de desvalorização diminui ao longo do tempo.

Por exemplo, carros que atendam ás minhas necessidades, não saem de loja novos por menos de R$ 40 MIL. Peguemos um de R$ 50 MIL, isso significa que eu perderia cerca de R$ 7,5 MIL com depreciação no primeiro ano, fora as ditas revisões que são muito caras. Ou seja, só com depreciação e revisões, eu gastaria R$ 8 MIL no ano, ou R$ 667 por mês.

Caso eu financie, fica ainda pior. Digamos que eu financie R$ 35 MIL dos R$ 50 MIL, significa que nos primeiros meses, cerca de R$ 500,00 serão só de juros. Dessa forma, juntando juros, com depreciação, com gastos de revisão, essa conta fica em R$ 1167,00 por mês, ou R$ 14 MIL no primeiro ano aproximadamente, depois diminui, pois o valor do carro fica menor, fazendo com que a depreciação fique menor. Caso financie, a parcela do juros da mensalidade do financiamento de um carro, também fica menor.

Bom, se você é do tipo que tem uma renda maior que R$ 50 MIL por ano, você pode muito bem arcar com esse luxo, mas para a maioria dos brasileiros, isso não é possível e às vezes o cidadão acaba se endividando muito, perdendo o controle. Tem gente que gosta de trocar de carro a cada 2 ou 3 anos, pois fica enjoado do anterior.

Um carro de R$ 50 MIL, após 4 ou 5 anos de uso, você consegue encontrar no mercado pela metade do preço original. Pode fazer um belo negócio, fazendo uma boa escolha e atentando para os fatores: procedência, através da análise da documentação do carro e do dono; situação da lataria; baixa quilometragem, abaixo de 70 mil km; boa condição mecânica, avaliando os registros de revisões.

Nesse caso, a depreciação seria menor, cerca de 10% ao ano, ou R$ 2,5 MIL no ano e o custo com manutenção não seria muito maior que os R$ 1 MIL reais no ano, caso você tenha um bom mecânico, não mais precisando fazer o serviço nas concessionárias, que cobram valores absurdos. Fica mais fácil comprar a vista também, pois o valor envolvido é menor. 

Concluindo, fazendo as escolhas certas - não financiar, comprar semi-novo - você pode deixar de gastar R$ 14 MIL no ano e passa a gastar R$ 3,5 MIL, redução de 75% nos gastos. Claro que não terá um carro com cheirinho de novo, mas terá um carro com o mesmo nível de conforto e você pode comprar a essência de "cheiro de carro novo" para enganar o seu olfato.

Exemplo:

Carro novo

Carro semi-novo

Nesse exemplo, o preço não ficou exatamente a metade, pois depende do estado e da sua negociação com o vendedor. Esse carro da fiat eu acho um ótimo carro, aliás, depois de eu melhorar minha condição financeira, vou até poder me aventurar em um carro novo, mas por enquanto não dá.

Não esquecer de cuidar bem do carro, isso ajuda na revenda, e não passar mais de 2 ou 3 anos com o carro semi-novo, pois se o carro ficar muito velho, acima de sete anos, fica mais difícil vender.

Minha regra, em busca da IF, é que meu carro não gaste com depreciação e revisões (manutenção) mais do que um terço dos meus rendimentos com investimentos. Claro que isso não é possível para todos, mas certamente será um dia caso façam as escolhas certas e isso me ajuda a não ostentar. Esse texto trata somente da questão das finanças, não trata em detalhes de cuidados que se deve tomar na compra de carro usado. Atéé!

Resultado Set/2014

Dessa vez o foguete parece que ficou sem combustível e caiu feito um meteoro! No mês de setembro o IBOV caiu 11,7%. Para falar a verdade, eu já estava esperando uma queda grande, pois quanto maior o tamanho, maior o tombo. O IBOV subiu sem fundamento, na minha opinião, com duas das maiores empresas do índice, Petrobras e Vale, apresentando resultados bem modestos nos balanços, ou seja, não justificando essa caminhada toda para o céu que havia ocorrido, principalmente na primeira. Um movimento puramente expeculativo, que pode ainda não ter acabado!

Apesar de eu estar pouco exposto em Renda Variável, mesmo assim, meus ganhos foram negativos no mês, -0,51%, e meus ganhos acumulados desde março/14, quando comecei a mexer com Renda Variável, ficaram modestamente positivos, 5,97%, digno de um rendimento de poupança e perdendo para o CDI. Durante a queda, aproveitei para me tornar sócio de PSSA3, pois uma empresa dessas que tem lucros crescentes está baratinha.

Sigo com dois ativos somente, por enquanto, ALPA4 e PSSA3. Os dois me trazendo prejuízo, mas estas eu comprei para segurar. Próximo mês acho que vou recuperar um pouco da perda de agora, pois fiz desde julho, vendas de opções a descoberto em PETR4 e ITUB4 e elas ficaram positivas já, após um período em que elas ficaram muito negativas, mas eu não desfiz a operação durante o período, pois acreditava em uma queda. Vou desfazer agora, pois elas vencem em outubro, pena que foi pouco dinheiro....rsrsrsr
Pouco exposto ainda em Renda Variável, aguardando as vacas ficarem magras para comprar por um bom preço, alimentar, e vender bem!

Resultado Ago/2014

A Bolsa de Valores de São Paulo continua subindo feito um foguete, 9,78% em agosto. Eu me alegraria mais se esse aumento estivesse associado a uma melhoria dos fundamentos da economia e das empresas, mas nada disso, é pura especulação! A grande responsável por todo esse movimento, PETR4, já dobrou de valor desde sua mínima em março de 2014, se isso estivesse associado ao aumento de lucros, lucro que reduziu em 20% no 2T14 em relação ao 2T13, mas não é nada disso, dizem que é por conta das eleições.

Nesse contexto nada racional, meus investimentos tiveram rendimento de 0,68%. Meu único ativo é ALPA4 que no mês subiu 3,1%, no entanto, o rendimento ficou comprometido pois tive que pagar umas DARFS de uns lucrinhos que tive mexendo com opções nos meses anteriores.

Estou perdendo tanto para o CDI, quanto para o IBOV e sigo pouco posicionado por achar que as ações estão caras no momento. Por esse motivo fiz operações de venda a descoberto com opções em alguns papéis, ITUB4 e PETR4. Isso está tirando meu sono..rsrsrs...pois elas vem subindo loucamente. Bom, operações desse tipo, eu só reflito no meu balanço depois de finalizar a operação e se a bolsa continuar subindo do modo como está, nos próximos meses poderei contabilizar prejuízos enormes.

Essa situação atual me fez refletir o quão pequena é minha capacidade de prever algum movimento da bolsa e que a estratégia de se sentir sócio e de alguma forma contribuir para a empresa, ela contribuindo para o sócio, sendo um Buy and Hold, talvez seja a melhor forma de agir. Pois, seja lá quem controla esse sobe e desce, ou só sobe..rsrsr, o faz muito bem e tem a capacidade de fazer perder aqueles que não são convidados da festa.

Resultado jul/2014

Olá, caros investidores da blogosfera! Esse mês de julho o IBOVESPA subiu feito um foguete, 5,01% de alta, e eu infelizmente não aproveitei o momento, tendo minha carteira obtido humildes 0,57% de rendimento, utilizando o sistema de cotas do AdP. No acumulado do ano fiquei atrás do CDI e do IBOV.

Em ações, fiquei com cerca de zero de rendimento isso porque só estou comprado em ALPA4 e, embora eu esteja ainda bastante otimista em relação ao papel, a cotação só caiu, de R$ 11,60 até R$ 10,62. Caiu tanto que eu, sendo desobediente á minha estratégia de não realizar aportes em ações nesse momento de IBOV em alta, comprei um pouco mais do papel por achar barato, R$ 10,85, aumentando a exposição em ações de cerca de 10% para 15%.

O que me salvou de ficar negativo em Renda Variável, foi uma operação rápida de venda a descoberto que fiz com opções do ITAU no início do mês - ainda brincando com isso - esse ganho equilibrou a perda que tive com ALPA4, ficando então zerado. O resto, para eu ter ficado ainda com esse ganhozinho de poupança no geral, foi fruto de renda fixa (LCI e LCA).


Sigo minha estratégia de não aportar muito em ações no momento, mantendo a baixa exposição. Estou com cerca de 15% dos meus investimentos em ações e não pretendo aumentar isso até que o IBOV corrija essa alta dos últimos meses, afinal, a economia do país não está lá essas coisas e a bolsa anda muito animada!

Análise técnica ou fundamentalista: qual delas funciona?

Tenho lido alguns blogues aí pela nossa internet e vejo que existe às vezes uma espécie de "apartheid" entre as pessoas que usam uma técnica ou a outra. Tenho visto casos em que parece torcida de futebol e um cidadão passa até a xingar o outro por conta de o mesmo ser adepto de um técnica, enquanto o outro é adepto da outra. Existe então uma grande rivalidade!

Por tudo que já li, por todos os livros que já foram publicados sobre ambos os assuntos, por todas as postagens em blogues sobre esses: será mesmo que uma delas é errada e a outra é a certa? Ou melhor, aquela que eu escolher é a certa e devo então desdenhar do outro lado? Porque não acreditar que ambas funcionam e que você deve utilizar isso ao seu favor.

Até onde entendo, a análise Fundamentalista proporcionará uma visão da firma, dos fundamentos da empresa, que quando incluído o fator tempo, de forma a acompanhar a evolução dos indicadores, também traduzirá como está a performance da firma. Não é 100% de chance de ganhar, afinal, a performance passada boa, não garante performance futura boa e pode ocorrer o azar de os fundamentos piorarem justo após a realização de sua compra.

De forma totalmente diferente, a análise Técnica proporcionará uma visão do caminho da cotação da ação de determinada firma, no curto, médio ou longo prazo, tentando através de candlestick e dos formatos criados por estes dar uma pista de qual será o próximo movimento, não quer dizer que vai acertar, é uma pista e tem uma certa probabilidade para acontecer. Não vai levar em conta os fundamentos da empresa por trás daquele papel.

Á estratégia atual que considero seguir é utilizar a análise fundamentalista para o longo prazo, ou seja, comprar ações de empresas com boa performance dos seus fundamentos e utilizar a análise técnica para o curto e médio prazo, operando ações que apresentem alta volatilidade e performance intermediária de seus fundamentos, empresas essas que não demonstram a confiança necessária para o ato de comprar e segurar, mas que podem gerar um ganho no prazo mais curto, devido sua alta volatilidade.

Outra questão é quanto alocar em cada "modalidade". Bom, essa pergunta eu ainda não repondi totalmente nem para mim: acho que para alguém que trabalha muito e não tem tempo para acompanhar o pregão, que é o meu caso, é bom alocar pouco para a modalidade técnica, talvez 20% do total em renda variável, os outros 80% na modalidade fundamentalista já que esse perfil de pessoa pode analisar os fundamentos de uma empresa no final de semana por exemplo e decidir que passo tomar. Para alguém que tem tempo de sobra e pode acompanhar os pregões, a exposição poderia até ser maior na modalidade técnica.

Agindo dessa forma, ao longo do tempo, é possível criar a experiência necessária às decisões e poderá até escolher uma para alocar tudo nela, caso mostre a si mesmo em um prazo longo e bem documentado/contabilizado que uma técnica ou outra faz você acertar mais, elevando sua rentabilidade.

Resultado Jun/2014


Aqui estou eu de novo, já mais estudado em relação ao mercado financeiro. Desde março/2014 operando e investindo em ações. Preparei um gráfico para mostrar a rentabilidade comparando com o CDI e o IBOV, também uma tabela para demostrar como os meus recursos estão alocados, no momento. Para ficar no padrão dos demais investidores de blog, estou utilizando o sistema de cotas, do blog Além da Poupança, explicado no link. Por enquanto a meta mensal está em 1,2%, pois ainda estou aprendendo e, por hora, os 2% são ainda não factíveis para mim.


No mês de junho/2014, obtive crescimento total de 1,21%, pelo sistemas de cotas, ou seja, não contabilizando o efeito do meu aporte que foi de R$ 3,76 mil. Para mim, foi um ótimo crescimento, pois atingi pela primeira vez minha meta inicial que é de 1,2% am. No acumulado do ano, bati o CDI e o IBOV, pura sorte de principiante!


Atribuo o bom resultado à três operações que fiz com ALPA4, KLBN4 e opções da ITUB4. Mês passado também fiz operações com ITUB4, fiz nesse mês, quase a mesma coisa que fiz mês passado, como interpretei que ela estava a um preço alto, eu fiz uma trava de baixa e me sai bem com essa escolha. 

Enfim, com ações consegui 6,4% de rendimento, pura sorte de principiante e elevou meus rendimentos totais à 1,21%, pois com o restante em renda fixa, LCI e LCA, consegui a mesma baixa rentabilidade de aprox. 0,7%! Minha exposição em ações é baixa, por enquanto, aproximadamente 10% do meu patrimônio e isso me ajuda no fator psicológico, pois em algumas operações eu cheguei a ficar negativo, mas como havia percentualmente pouco dinheiro envolvido, eu não me desesperei e aguardei até a onda virar, e virou.

Por enquanto, como acho que a bolsa está sobre-valorizada no curto prazo pois a economia do país está mal, vou manter minha baixa exposição. Estou somente com um papel em carteira, a ALPA4, mas estudo a possibilidade de trocar por KLBN4, ou simplesmente comprar esta, quem sabe, mas aí eu aumentaria minha exposição em ações o que por enquanto vai contra a minha estratégia.
Estou no momento com uma estratégia conservadora, quase tudo em renda fixa e 10,9% em renda variável e até agora somente com operações curtas em ações, pois não achei ainda um papel que eu tenha coragem de comprar e segurar, embora as ALPA4 e KLBN4 sejam as mais próximas de entrar nessa modalidade de investimento, estou estudando-as.